Malcata Eco Experience

Banho de floresta

Banho de floresta

A ideia atrás de um conceito

Banho de floresta (ou, shinrin yoku na designação original em japonês) nasceu no elo primordial que temos com a natureza. Esta prática milenar permite-nos aproximar sensorialmente da natureza. Caminhar na natureza é bom, mas, por vezes, é preciso senti-la.

O assunto de hoje são os banhos de floresta. Pode ser um nome que te seja ainda algo vago, mas desde que encaramos com este tema que para nós fez sentido explorá-lo e conhecer o seu conceito, sobretudo porque junta dois em um: a natureza e o bem-estar. Com origem no Japão, o termo shinrin yoku foi aplicado pela primeira vez na década de 80, num programa nacional de saúde nesse país. Vários fatores terão contribuído para tal: a cultura (o xintoísmo, o budismo, o folclore japonês e outras dinâmicas sociais), a expansão urbana, o aumento do stress devido à competitividade laboral e o ambiente urbano e o gradual «desligar» da natureza. Aliás, sobre este tema deixamos a sugestão do filme dos Studio Ghibli – Pom Poko (é de animação, mas garantimos que vale a pena).

A partir dessa problemática, a par com a teoria de biofilia, desenvolvida por E. O. Wilson, resultou na intelectualização em torno dos benefícios que a natureza nos oferece. Desde a década de 80 até à data, muitos estudos foram desenvolvidos e amadurecidos, culminando em florestas certificadas para fins terapêuticos e cada uma com a sua especificidade na cura. Isto é no Japão, mas está tendencialmente a alastrar-se para outras geografias e é simplesmente fascinante!

Posto isto, fica claro que os banhos de floresta estão a ganhar escala científica e – claramente – ultrapassam o conceito de «medicina alternativa». Na verdade, é evidente que esta prática está cada vez mais confortável naquilo que se entende por «medicina convencional» e com médicos no ocidente a receitarem estas atividades.

Banho de floresta – o que é e os seus efeitos positivos.

O banho de floresta é uma atividade de perfil sensorial desenvolvido em ambiente florestal cuja primeira premissa assenta em caminhar de forma consciente e com os sentidos apurados. A experiência torna-se completamente diferente comparativamente a um passeio na floresta. Para isso existem diversos elementos na paisagem que estimulam os sentidos e facilitam o enraizamento ao local.

Mas, se é verdade que os nossos sentidos «consomem» o que está à nossa volta, as reações químicas que se desenvolvem no nosso cérebro, face ao lugar em que nos encontramos, são fundamentais para gozarmos dos efeitos do banho de floresta. Existem fitocidas naturais e bactérias (como a Mycobacterium vaccae) libertados pela terra, árvores e plantas que reforçam os nossos sistemas internos, em particular das células NK (natural killers, ou exterminadoras naturais), responsáveis pelo combate às células cancerígenas. Isto é o que não vemos, mas que, no entanto, ocorre no nosso interior.

 Daquilo que possa ser «mensurável» ou percecionado por nós, os estudos demonstram que restabelecer a ligação com a natureza permite beneficiar de:

– Menos stress;

– Redução da pressão sanguínea;

– Melhora o sistema metabólico;

– Reforça o sistema imunitário

– Melhora o humor;

– Ajuda-te a um sono de qualidade;

– Estimula a criatividade;

– Etc.

As potencialidades são enormes e tudo isto num espaço que não tem de ser necessariamente extenso. Por vezes as melhores viagens fazem-se em 100 metros, em vez de 100 km. Os detalhes fazem a diferença. Aliás, o que nos fascina numa paisagem são os detalhes que a compõem. E o shinrin yoku é sobre isso mesmo, atentar no que nos cativa e abrandar para apreciar. É levar-nos a «ser», mais que «ter» (deixamos também uma sugestão de leitura de Erich Fromm, Ter ou Ser). É uma viagem pelos sentidos que nos conduz às emoções.

Ambiente florestal, dominado pela vegetação que cobre praticamente toda a imagem e no centro um homem a gozar um banho de floresta.

Em suma, é uma experiência que vai diretamente ao nosso amago e que nos permite, além de apreciar o ambiente, conhecer-nos a nós próprios. E as nossas experiências são isso mesmo, uma viagem que permita ser intima e pessoal.

Banhos de floresta e água

Se os banhos de floresta têm benefícios na nossa saúde e no nosso bem-estar, a adição da componente de água tem um efeito multiplicador de tudo o que o escrevemos até agora. Estudos realizados por neurocientistas revelaram que, fosse em paisagens urbanas ou naturais, a existência de água numa imagem gerou emoções positivas nos sujeitos. Já aqui falamos de Blue Mind, e da proximidade à água em Stand Up Paddle. Porém, os efeitos práticos na proximidade à água e na absorção dos iões negativos são evidentes. Além de melhorarem a capacidade respiratória, têm um efeito antioxidante, têm impacto no nosso humor, na redução do stress entre outros benefícios. Parece que nos estamos a repetir, mas não. Este é o efeito multiplicador da água e na hidroterapia, em conjunto com o banho de floresta.

Aproveitamos para alertar-te que teremos uma experiência nova e disponível no nosso site no final deste mês de julho. Apenas confirmamos que vai meter água e terapia à mistura, portanto, fica atento/a.

Já agora, tivemos destaque na iNature. Já leram? Clica aqui para leres a nossa entrevista!

Até à próxima e boas leituras. E experiências!

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